NO EXTERIOR
Autor(a): Tamara Freitas Função: Especial para o Comércio
Foto(s): Arquivo pessoal
Data: 18/12/2011
A francana Suellen Liz de Oliveira, 26 anos, administradora hoteleira, sempre estudou inglês por conta própria, mas no ano passado resolveu alçar novos vôos investindo em aulas particulares e em uma viagem ao exterior para melhorar sua fluência. Depois de pesquisar na internet, Suellen escolheu o programa Au Pair, um dos mais acessíveis do mercado, que combina trabalho como babá e estudos do idioma.
A francana recorreu ao serviço de uma agência ribeirão-pretana e desembolsou R$ 1.500. Com isso bancou passagem de ida, envio dos formulários para Boston, a taxa do visto, o seguro de saúde básico e ainda teve direito à passagem de volta ao completar um ano de programa.
“Foi o programa ideal. Estar morando na casa de uma família americana, tendo essa vivência mesmo, você realmente conhece a cultura, os costumes. E tem o custo-benefício de não ter despesa com comida, moradia, e também a bolsa de estudos que eles oferecem”, disse Suellen. Ela recebia US$ 200 por semana, além do curso de US$ 500.
Quem também foi para o exterior estudar línguas foi o engenheiro de produção Túlio Zaninello Penha, 25 anos. Ele fez as pesquisas sozinho e embarcou em agosto de 2010 para Londres para fazer um curso de seis meses. Lá contou com a ajuda de uma agência de intercâmbio inglesa.
Assim como Suellen e Túlio, muitos brasileiros têm deixado o país para aprender línguas no exterior. No ano passado, cerca de 160 mil brasileiros fizeram intercâmbio no exterior e a estimativa é que, neste ano, esse número suba para 190 mil.
Tendo em vista esse aumento na procura por cursos internacionais, a maioria das escolas de idiomas de Franca tem estimulado e orientado seus alunos a buscar a melhor opção de intercâmbios. No CCBEU, por exemplo, o aluno recebe informações do EducationUSA, órgão oficial para dar informações sobre cursos nos Estados Unidos.
“Oferecemos orientação para cursos de graduação, pós-graduação, e inglês intensivo, mas sempre dentro de campus de universidades”, disse Gilmar Mattos, orientador educacional da EducationUSA.
Em parceria com uma agência de turismo de Franca, o CCBEU oferece um curso de inglês intensivo de um mês nos EUA por US$ 5.000 (inclui passagens aéreas).
Já a CCAA oferece cursos de idiomas nos Estados Unidos e em mais oito países por meio do Cultural Center for Language Studies (CCLS). Anualmente, os alunos da escola concorrem a uma bolsa de estudos de um mês, com tudo pago, para os Estados Unidos, México ou Inglaterra.
No próximo ano, a Fisk promoverá pela primeira vez uma viagem de quatro semanas de intercâmbio para seus alunos em Vancouver, no Canadá, no período das férias de julho. O custo aproximado será de US$ 3.000. “Hoje, se você não tiver uma segunda opção de língua, você está praticamente excluído do mercado”, disse Amílton César Rodrigues, diretor da Fisk.


